
Carlos Onofre, um cidadão comum, cumpridor de suas obrigações perante a sociedade de consumo, porem, sua paixão arrebatadora por Joanna, uma ativista política em plena ditadura militar, o tornou um militante fervoroso pela democracia que se fazia distante.
O casal freqüentemente era visto circulando pelo centro velho na capital do Estado, distribuindo panfletos em prol a causa defendida e criticando o regime autoritário implantado naquele Pais da América do Sul.
Joanna e Onofre além da militância política, também chamavam a atenção da população por trazerem sob o braço esquerdo uma garrafa prateada com a inscrição: “jamais nos entregaremos vivos”, num claro afronte ao poder estabelecido pela força bruta.
O comentário nos pequenos círculos era inevitável e apostas começaram a surgir no cassino ao ar livre, ironicamente, na praça da liberdade.
Seria aguardente para aquecer os dias de inverno que traziam naquele recipiente ou algum refrigerante para saciar a sede dos infantes? Não sei de que forma começaram as apostas e nem o porque de tanto interesse nos jovens de cabelos longos, e vestimentas que afrontavam a estirpe social da época, só sei dizer que havia uma grande mobilização nos círculos dos jogadores compulsivos.
As forças armadas começaram acompanhar de perto o desenrolar das vermelhas campanhas promovidas pela inocência ou sabedoria impar do casal que já não mais caminhavam sozinhos, pois uma multidão de jovens faziam coro a seus projetos para uma república melhor.
Na madrugada daquela gelada daquela sexta feira de agosto o encontro foi inevitável, e os bastões dos milicianos soaram nos dorsos estudantis, com o fervor da ira insana do ditatorial regime.
Bombas de efeito moral eram lançadas em direção dos estudantes e bancas de jornais explodiam sob o manto negro da noite, iluminada tão somente por raros clarões provocados pela queima da pólvora.
Como num passe de mágica o brilho do sol ocultou a batalha daquela noite fatídica, mas o sobejo da “guerra” fora encontrado no canto da praça; as garrafas de prata estavam vazias e os jovens militantes sem vida.
Realidade ou quimera?

Muito booooooooooommmmmmmmmmmmmmmmmmmm!!!!!!!
ResponderExcluirBombas de efeito moral é tudooooooooooooooo.
Parabéns!