quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Pobres meninos ricos


Nestes tempos outros onde o amor duradouro é eternamente efêmero, temos que nos desvencilhar das cangas que trazemos em nossos maltrapilhos dorsos; buscarmos sobreviver na turbulência do consumismo para não naufragarmos no desespero absoluto do abandono.
Foram-se com os dias, os admiráveis momentos de mandrião neste insensato mundo! Que mundo? Imundo se torna a sobrevivência voraz se perdeu no buraco negro da consciência e trouxe a tona o monstro da inconseqüência.
É sabido por toda corte que a imbecilidade humanóide os tornam poderosos e com o ficto poder, manipulam centenas de milhares de alma na ganância impar da nobreza, em busca da espécie que engordam alforjes de seus maravilhosos puro sangue trotadores.
No luxo de poucos distantes da realidade de muitos, não há distinção entre a fidalguia e o plebeu; burras cheias de dinheiro não configuram um indicador de felicidade, ao contrário, na voracidade em produzir riquezas desenfreadamente o paupérrimo milionário acaba esquecendo dos maravilhosos espetáculos diários com entrada franca, proporcionados pela mãe natureza.
Pergunto então: a felicidade de um clã é o bem material ou o carinho tão necessário na convivência familiar?
Neste estado de direito onde a república do eu sozinho impera; o maioral imperador e sua corte não se permitem doar um carinho sequer para com seus entes queridos. Tratam suas companheiras como objetos fossem dessa imensa mobília financeira e depois; pregam aos quatro cantos o abandono quando os grilhões são rompidos por seus pares; e sem perder a empáfia que lhes são peculiares, se fazem de vítima da intolerância, entendendo tão somente que a moeda colocada à mesa, é alimento suficiente da boa convivência.
Nas andanças que tive nos atalhos da impotência social em face ao abandono amoroso, cansei de tenta amenizar a dor dos Lordes com suas casacas, mas em momento algum a realiza desceu de seu patamar e reconheceu o erro cometido, ao contrário, se fazem de vítimas aumentando os animais que em tempos de namoro, soavam aos ouvidos da parceira um toque de carinho não mais fomentado.
Minhas loucas conclusões me levam a crer que as separações dos pobres meninos ricos não doem na alma, mas sim nos bolsos da larga calça.
Realidade ou quimera?

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