segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

COMODORO NETUNO

No ano de mil novecentos e setenta e sete, uma expedição partiu do porto de Santos para mapear a costa brasileira, porem, uma tempestade inesperada levou a embarcação composta de cientistas para mar aberto.
O arqueólogo marinho João de Castro Pimenta aproveitando a calmaria pós-tormenta, resolveu analisar as águas que se apresentavam turvas, um fenômeno que até então passara despercebido.
A expedição que a priori seria na costa brasileira ganhava cunho internacional e seguindo a correnteza provocada pelas alterações das marés, um fenômeno impar fora percebido: naquele exato local, o magnetismo era tamanho e todos os equipamentos da embarcação começaram a descrever erroneamente os dados colhidos.
O engenheiro naval Juvenal de Brito avistou ao longe uma embarcação do século XVIII navegando a estibordo, causando um tremendo alvoroço na tripulação, pois segundo suas anotações em expedições outras, o galeão avistado teria sido levado a pique no final de mil setecentos e trinta e cinco, após ataque de piratas.
João de Castro questionou Juvenal, pois este poderia estar marejado devido à tormenta que enfrentara momentos antes e tendo alucinações decorrentes da estafa, porem, para sua surpresa, o galeão estava a sua frente, cerca de duas milhas náuticas.
O imaginável se apresentava concretamente a suas vistas, estavam eles no triangulo das bermudas e o galeão, era comandado por ele, o Comodoro Netuno, tendo como tripulação os seres de Atlântida, a cidade perdida e por mais que os potentes motores na novíssima embarcação estivessem a todo valor, não era páreo para o galeão que se distanciava mais e mais, até sumir no nevoeiro inesperado.
Convicto que haviam localizado a cidade submersa, escafandros foram lançados ao mar e após algumas dezenas de dias garimpando o inatingível, a tripulação frustrada retorna a ponto de partida com a convicção de que não estamos sós na imensidão do mar e que em breve barbatanas e guelras farão parte do nosso cotidiano nos grandes centros de consumo.
Realidade ou quimera?

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