
Sabe! Nunca tive a pretensão de formar opinião e nem ser o centro das atenções nesse imenso emaranhado lingüístico, meu único objetivo é viver mesmo que para isso eu tenha que sobreviver dos sobejos gramaticais adquiridos na infância.
Meu aprendizado é continuo e com ele, aprendi a vagar no espaço do saber sempre a procura do conhecimento místico, o qual encontrarei quando o tecelão do universo assim o permitir, até lá, vagueio no manto azul da solidão em busca da luminosidade plena, tão distante e tão presente quanto os velhos madrigais.
No candelabro ilusório da paixão, as chamas da mente enredam a mística forma do poder absoluto unindo corações na liquefação do corpo, derretendo no magma da esperança o amor contido por eras.
Muitas vidas vive e outras tantas serão vividas, mas na memória pagã o cavalo de tróia deletou os arquivos de extensão lembrança, deixando livre apenas uma janela da alma; vetor da sabedoria celestial. Nessas andanças, encontrei estrelas tristes e labaredas sorridentes; um escondendo a beleza em lágrimas, outro propagando salamandras na dança do fogo eterno da libido.
Seguidores errantes dos dois mundos anunciam a redenção a suas maneiras, na infinita disparidade que atravessam os temporais do tempo; sagrados ou profanos, falsos ou verdadeiros, pretos ou brancos.
Na louca manipulação, a mutação das cores é o que mais me atrai, pois criam a beleza em forma de arte e as tornam tão belas como seu criador um dia imaginou; cristalina como as águas puras da nascente cortando a relva na imensa peregrinação em busca do mar.
No soturno ego do planeta abissal em que vivemos a soberania putrefata esta, e as mãos banhadas de rubro contabilizam o cobre entorpecido na mordaça da ganância.
Quando os apelos dos laboriosos já não mais são ouvidos, é chegada à hora da reviravolta, inadmissível pensar que a passividade nos trará a recompensa trancafiada a sete chaves no baú de nossa adolescência.
Esse medo de trazermos a tona o menino que ainda reside em nosso interior, faz com que outros moleques travessos tomem as rédeas da nossa ínfima cultura, mantendo-nos ás margens do saber.
Realidade ou quimera?

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