
Não é fácil pra nenhum sobrevivente contar sua própria história, mas não posso negar que no intimo da um imenso prazer vomitar toda amargura que me acompanha desde quando eu tinha quinhentos e oitenta e sete anos Astrais.
Eu era muito jovem ainda para entender a mente maléfica e as ambições dos habitantes de Krenkyshi; guerreiro insano do planeta vizinho a minha então habitação; isso mesmo sou mais um alienígena dos milhares de outros tantos habitam este planeta azul.
Ao deixar minha moradia no planeta Zhekyrtshem um jovem guerreiro de dezessete anos terráqueos só conseguiu deixar pra trás uma enorme explosão e muitas saudades dos amigos deixados.
Não me tenham como um alienígena qualquer, para teu governo, os estudos científicos desenvolvido na energia limpa foram por mim passadas aos estadistas mais gabaritados deste planeta, cuja forma de vida teve que adaptar.
A textura original da minha pele certamente iria abalar os alicerces dos energúmenos plantonistas e mais, não iriam compreender que nesses imenso universos seres outros possam viver em harmonia como há muito vivo na terra.
Não tenho nenhum tentáculo ou secreção gosmentas e pegajosas como às narradas nos caminhos da sétima arte, nossa diferença só pesa no tamanho do olho e na cor da pele.
Sozinho em meus aposentos quando diante do espelho, fico me questionando porque não tornar pública nossa existência, pois tenho a plena convicção que viveríamos em harmonia, pois há muito convivemos sob a proteção de nossa máscara e não trouxemos a baila nosso verdadeiro eu.
Algumas contrições serão inevitáveis, jamais superáveis as outras tantas, porem, certamente a justa alegria estará marcada no corpo de cada ser, alienígenas ou terráqueos.
Não é mais o momento de ocultar nossa existência, nos, os seres de Zhekyrtshem tivemos que deixar nosso planeta com a invasão e destruição de tudo e de todos.
Ganhamos uma nova forma de vida num corpo ajustadamente modificado para não causarmos tumulto nos alienados e minar a fonte de riqueza dos soberanos, conforme minha narrativa posso lhe afirmar que o contato está próximo, só não sei dizer se sobreviveremos a este deleite de tortura.
Realidade ou quimera?

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