terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Hórus



É sabido por muitos que Heru-as-Asert, Her´ur, Hor-Hekenu ou simplesmente Hórus, são apenas nomenclaturas que derivam do deus egípcio do céu, filho de Osíris e Íris, cujos olhos representam o sol e a lua; o amuleto mais usado pelo povo egípcio também é conhecido como o olho de Rá.
Falaremos de um local aconchegante sitiado pela sabedoria no imenso planeta azul, localizável através da forma cultural habitada no âmago de cada ser, especificamente, além das colinas de Kretta, abaixo de furnas, onde seres interplanetários congregam em favor da musicalidade universal.
Arzhakamus, seguidores do imenso politeísmo profano do universo, onde as liberdades de expressão provêem da sabedoria latente gerenciada no cerne de cada ser platônico, por mais eqüidistante estejam de sua base mental.
Lá encontramos os seres de Rhubbya, uma pacífica comunidade que nos enche de alegria com sua forma de vida. São alimentados basicamente das aleatórias gargalhadas harmonicamente espalhadas nessa esfera social.
Eu (Thedd), o sobejo da harmonia, verdadeiro seguidor da Baco, sentado a mesa, sob a fosca luminosidade, contemplava a canhota sensibilidade de Lhucy em seu longo vestido reluzente, aguardando anunciar o próximo candidato às luzes da ribalta.
Lhucy folhava as pálpebras do menu em busca do deleite imaginário da sonoridade musical que certamente momentos antes fervilhavam em sua medula.
Ao longe, o tilintar das garrafas e os sussurros, contrapunha a beleza infinda da composição barroca; em meu pensamento, a silhueta da majestosa mulher.
As aeronaves escassas ficavam com a retirada gradativa dos saciados corpos; embriagados de esperança deixavam o recanto com a certeza de uma nova investida no próximo estágio lunar.
A cada retirante, um espaço a mais no refúgio sócio cultural e uma tulipa a menos no tabuleiro da razão.
A Rhubbyanna a proprietária de Hórus, toma de assalto as luzes da ribalta e nem ato de estrema generosidade, duas luas após o primogênito eqüidistante encontro entre Thedd e Lhucy; apresenta-lhe a majestosa rainha e sua princesa Sharaz.
Realidade ou quimera?




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