segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

MOSAICO DA LOUCURA

Historiadores do Brasil Colônia relataram em pergaminhos de ceda uma estória ou seria história, que atravessa o longo do tempo, e cada vez que é repassada de pai para filho, de amigos a compadres, os denominados “causos” estão mais intensos do que nunca; diz o dito popular, quem conta um conto aumenta um ponto.
Alguns freqüentadores assíduos, conhecedores dos sentimentos de Cristina tomam posições dispares; Roberto o leão de chácara apreensivo esta, Gustavo o garçom transita despercebido em meio aos clientes.
Não tinha nada de seu a não ser Jerônimo, um burro velho que o levava daqui pra li, de lá pra cá. Com o passar do tempo, a tecnologia chegava à casa da luz vermelha, pois se fazia necessário abrigar novos clientes; doutores, senhores de engenho, agora freqüentavam o prostíbulo da mãe Joana. Eles, oriundos de uma grande empresa, a formosa usina de álcool que acabara de se instalar há trinta quilômetros do local.
Nossa intenção não é relatar fatos bíblicos e nem tão pouco discutirmos a religiosidade do leitor. Vamos sim utilizarmos a palavra limbo na conotação popular, utilizando-a como mera palavra análoga de zona, uma bagunça generalizada, abissal, assombroso, entre outros adjetivos;
Queriam estar presente e todo e qualquer evento musical e teatral que pudesse satisfazer seus deleites, não buscava explicações lógicas dos fatos que não havia lógicas algumas. Longas estradas percorridas por caminhos tortuosos; diversos amores correspondidos, outros tantos esquecidos ou deixados a míngua no abandono da carne, paralelos, como a cobiça, emulação, inveja.
As eleições na pequena república são por de demais contestadas, mas nada se fez ou se fará para alterar os absurdos cometidos pelos políticos locais. Os comentários surgiram em ambas às cidades, mas os blefes oposicionistas não passaram de mágoas perdidas.
Pequenas naves saiam e retornava a ferradura e uma infinidade de transeuntes verdadeiramente aterrorizados.
Pequenos seres, cerca de um metro e dez centímetros de altura, usando trajes espaciais mantiveram contatos imediatos de terceiro grau com parte da população.
Realidade ou quimera?

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