
Distante! Milhões de anos luz, muito além do filosófico imaginário, no magnetismo da galáxia de Kruskon, as mentes dos espectros sublimes do planeta Belatriz estão prestes a se reunir na grande orbita de Chripta, é chegada à hora do conclave.
A cada milênio os majestosos espectros se reúnem para redefinir o posicionamento político social da irmandade de Oreon, guardiões dos portais de Belatriz, mais que isso, uma sociedade secreta que vem traçando os destinos da humanidade ha séculos.
Necessário se faz saber que há milhões de anos atrás, uma civilização grandiosa reinava absoluta nas principais galáxias do universo; e apesar de toda a tecnologia de ponta e dos conhecimentos de seus sábios, não conseguiram evitar o êxodo das almas e suas aparições foram se espalhando por todo universo.
Precioso lidere em conclave deliberaram que os infratores do universo seriam confinados num distante planeta, onde cumpririam suas penas até avaliação do juízo final e para tanto, as almas desvairadas seriam recapturadas e colocadas em cápsulas cujo destino dependia tão somente da conclusão de sábios entendimentos.
Humanóides matrizes enviadas foram ao planeta azul, e serviriam ao supremo como geradoras de espectros; e ao final do ciclo, retornaria em alma, deixando para trás suas angustias, seus medos, suas lembranças...
Sabe-se que prevenções foram tomadas para garantir a ordem universal da irmandade dentre elas, os exterminadores penais, responsáveis pelas possíveis evasões das almas apenadas, cujo simbolismo lírico deste plano de vida nos faz crerem que estamos vivendo na era visionária e porque não dizer, viajando em objetos voadores não identificados, ou simplesmente, luzes que pairam no escuro céu de estrelas foscas.
Os bailarinos do universo alimentam nossas almas de fé e esperança, pois a caridade alcançada no limbo da sabedoria transporta aliviadas carcaças para o subsolo da terra, e a putrefação da carne ofusca o retorno do espectro a orbita de Cripta onde a liberdade os espera.
Estudos profanos da mãe natureza nos dão conta de que a terra há milhões de anos vem sendo utilizados como presídio de Kruskon e nos, os humanóides humanos, presidiários fantasmas que somos, ofuscamos nossas vistas e aplaudimos as imensas luzes que pairam sobre o Pais, as mesmas que nos vigiam a mando de nossos algozes de outrora.
Crê os fracos que a morte é o fim da existência humana!
Fico eu com a explicação da irmandade: “o corpo é a pena do espectro, e a morte, seu alvará soltura cuja verdadeira liberdade se dará com seu retorno a Belatriz”.
Realidade ou quimera?

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