
Caro leitores! Meu nome é Asdrúbal Toledo de Castro e Silva, tenho sessenta e cinco anos de idade, sou o que se chamam de uma pessoa bem sucedida na vida, pois as pessoas em sua grande maioria calculam a felicidade através dos bens materiais que o homem consegue juntar durante sua existência, mas devo confessar que a felicidade não esta nos bens, mas sim no bem, na amada, no amor, enfim, a felicidade resume-se tão somente em momentos felizes.
Àqueles que me conhecem devem estar se perguntando: O que um homem que conseguiu quase tudo que o dinheiro pode dispor esta se lamentando? Eles não sabem o que é ser uma pessoa de mal com as escolhas amorosas, sempre gostei de quem não devia ou se deveria gostar, eu sentia um medo intenso e corria como um menino assustado.
Nunca assumi um compromisso sério com a verdadeira e única mulher que amei, pois tinha um péssimo habito; freqüentar as casas de tolerâncias, sem contar que tolerantemente fiquei a espera de uma mulher que tolerante era.
A busca incessante pela paz espiritual nos braços de uma mulher que me pudesse fazer feliz fez com que trilhasse caminhos tortuosos e como eles, tortuoso me tornei.
Nunca me adaptei bem com as relações sexuais tradicionais, sempre procurei algo diferente nas curvas de uma mulher e confesso; em muitas delas encontrei deleites que me fizeram parcialmente realizado, mas havia uma que encontrei nos bares da vida que bagunçou por completo o pouco de raciocínio que ainda me restava. Foi uma paixão avassaladora sem escrúpulos e sem limites e como toda insanidade, pouco durou, mas o suficiente pra entender que jamais encontraria uma mulher com tamanha habilidade na felação, uma verdadeira artista de alcova.
Sai a sua procura por anos a fio quando adquiri meu primeiro patrimônio móvel. Eu a procurava nas ruas, nas calçadas, nas boates, nas faculdades, nas vielas e porque não dizer no submundo da intolerância, de onde sempre embriagado deixa sem esquecer um só instante o infortúnio de um homem sem guarida.
Já no apagar das luzes, quando a ribalta negra se faz, uma silhueta de mulher atravessa o palco da ilusão onde o solitário ator perplexo se vê, uma nova e derradeira chance bate a porta, mas já é tarde para sozinho ficarmos.
Realidade ou quimera?

Nenhum comentário:
Postar um comentário